Apresentação

Este blog tem como objetivo divulgar e compartilhar meu trabalho na Psicologia, publicar produções e reflexões sobre minha prática, sobre a pessoa e seus relacionamentos. O nome Ser e Crescer engloba muito de como penso e vejo o ser humano e me dirijo às pessoas com quem trabalho. Remete à beleza do ser como e quem se é, ao respeito, à acolhida e à aceitação incondicional do ser, e ao impulso intrínsico para o crescer. Estou profundamente comprometida com cada pessoa que está diante de mim e com seu crescimento, sabendo que este crescer é realmente possível.







quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pais e adolescência - algumas dicas e apontamentos!


          No dia 12 de agosto estive trabalhando um pouco sobre adolescência com os pais dos crismandos da Paróquia  São Pedro, de Gramado, RS. No encontro, resolvi deixar para os pais algumas dicas e orientações sobre pontos importantes no cuidado com este momento do desenvolvimento. Compartilho aqui, para que possam ser úteis para mais pais e cuidadores. Cabe pontuar que são somente alguns aspectos, e de forma alguma abarcam todas as necessidades.


  •   Pais são sempre pais! Não são amigos, colegas, parceiros....
         
            Cuidado para não confundir os papéis.
O aumento da autonomia dos filhos, com o crescimento, e da maturidade, pode ser confundido com uma relação de igualdade, horizontal, que não é verdadeira. Os adolescentes, mesmo com mais capacidade crítica, afetiva, maturacional, continuam sendo menores, não adultos e sob a responsabilidade dos pais.
            Pais são sempre cuidadores, e não aqueles que são cuidados. Cuidado com expressões do tipo “olha o que tu me fez passar”, “não faça isso comigo”, com responsabilizar seu filho por sentimentos, preocupações e trabalhos que são inerentes ao ser pai/ mãe, e não tem a ver com algo que ele faça contra você.
As conversas próximas, as idas a cinemas, festas etc., são sempre momentos de presença e proximidade importantes, mas nestes os pais continuam pais e não são os amigos.
            Os adolescentes não precisam que os pais ajam como seus amigos, mas como pais. Mesmo que reclamem, chamem de chato, careta, enfim.

  •          Afetividade

             Procure conversar com seu filho sobre suas experiências. Pode ser que ele não queira conversar, mas é importante que ele escute de você que está interessado e disponível para conversar quando ele quiser e precisar.
             Acolha os sentimentos e procure não criticá-los. É preciso ainda mais paciência para lidar com os sentimentos na adolescência, pois estes mudam com muito mais frequência. As orientações e correções, se necessárias, são para atitudes, não para sentimentos. Não há nada errado em sentir raiva, medo, tristeza, por exemplo. São só sentimentos e experiências importantes. A questão, o certo ou errado é a atitude que é tomada diante dos sentimentos.
 Por exemplo, se sua filha está muito brava porque um colega zoou dela, você pode dizer o quanto a entende porque é muito chato mesmo quando zoam de nós. Cuidado com expressões do tipo “não dá bola”, “não é nada”, “isso passa”, ou qualquer coisa deste tipo. Depois de acolher, você pode conversar com sua filha o que pode ser feito diante desta situação.
            Se você não souber o que dizer ou fazer, tenha certeza que fará muita coisa acolhendo os sentimentos e a experiência do seu filho.

  •     Limites

 Os limites são fundamentais para a saúde emocional do adolescente. Tenha claro que os limites são cuidado e forma de amar.
Deixar fazer o que quer, não responsabilizar, no fundo significa não valorizar, não dar importância para com o que acontece.
            Nenhuma criança ou adolescente irá pedir: mãe, pai, me dêem limites. Eu preciso de limites!!!! Irá dizer isso de formas não verbais, na maioria das vezes não tão claras.
            Os adolescentes continuam precisando de limites, assim como quando crianças. Muitas coisas já podem sozinhos, mas muitas outras não. Ainda não são responsáveis por si completamente.
            Os limites estão vinculados com um sentido claro, ou de moral, ou de combinações para a boa convivência. Por exemplo, não agredir verbalmente ou fisicamente irmãos ou pais, se trata de um limite moral. Mas há regras que são de convivência e combinações da família, como horário das refeições, horário de dormir, não usar celular nas refeições, enfim. Essas combinações precisam ser claras, e combinadas entre os pais/responsáveis.
Limites que não são combinados e acordados entre os pais, tendem a dar problema. Crianças e adolescentes percebem muito facilmente a incoerência e podem aí fazer aquilo que mais lhe satisfizer, que não necessariamente será o melhor. Muito provavelmente não.
            Limites precisam ser lembrados. Não tem jeito! Não desista!  Todos precisamos ser lembrados do que precisamos viver, e os pais vivem isso mais intensamente. Na adolescência já menos do que na infância, mas ainda acontece. Lembrar do combinando de lavar a louça, por exemplo, diferente da criança que precisa ser lembrada e conduzida a tomar banho.
            Cuidado com liberdades exageradas. Adolescentes não podem viver trancados no quarto. Os pais precisam conhecer a rotina dos filhos, e isso não quer dizer invasão ou falta de confiança. É cuidado. Saber o que costuma ver na tv, no celular, na internet....

  •       Vínculo

                Demonstre afeto, amor. Diga “eu te amo”, mesmo que a resposta seja “tá, eu sei!”.
                Porque o amor sempre é bom que seja comunicado, tanto direta como indiretamente.
                Procure passar tempo com seu filho, cultivar o vínculo e manter-se próximo.

                Ele está crescendo, mas ainda precisa, e muito, de você.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Carta de algum Eu a algum Tu!

Se porventura eu conseguir coragem e decidir me abrir contigo e compartilhar meus sentimentos, te peço: tenhas cuidado! Por gentileza, acolha. Não me julgue. Não me diga que é bobagem, ou que não tem importância. Tente tratar minha experiência como se fosse tua. Talvez para ti não seja importante, mas para mim é. Sentimentos são diferentes de fatos, e cada um experimenta de forma diversa. Minha experiência é diferente da tua. Se tu não souberes o que dizer, não diga nada. Tua presença já é importante. Se quiseres, podes compartilhar comigo como minha experiência te toca e como te sentes com relação a ela. Tua perspectiva me acrescentará!

No caso de se tratar de opinião sobre algum assunto, e tu discordares, tente respeitar. Diga-me tua opinião sem tentar me convencer dela, mas será importante para mim por ser tua opinião. Talvez me ajude a ampliar minhas ideias e aprimorar meu pensamento!

Se no momento não tiveres condições, por qualquer motivo, e não puderes ter espaço para o que tenho a dizer, podes dizer que não é um bom momento e que em outra hora poderemos conversar. Apesar de não ser o que gostaria, será melhor assim do que falar e não ter espaço para mim, não ser ouvido.


 Agradeço a tua abertura e contribuição na minha experiência, na minha vida.


Silvana Elisa Kloeckner Guimarães
Psicóloga

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Comunicação Não Violenta

Indico estes três vídeos, que tratam da Comunicação Não Violenta. São muito interessantes e colocam de uma forma bastante clara princípios e exemplos para comunicar de modo claro os próprios sentimentos e necessidades. 
São princípios simples e eficazes para auxiliar nos relacionamentos consigo mesmo e com os outros, em qualquer ambiente. Valem à pena!